Um novo turismo
para o Amazonas

Caminhos para o desenvolvimento e a preservação

Saiba mais

Apresentação

Este hotsite se dedica a apresentar as principais descobertas resultantes do processo de elaboração do Plano de Desenvolvimento Territorial do Turismo do Amazonas - PDTTA, desenhado pela Amazonastur em parceria com a Fundação Getulio Vargas em 2021. O documento, que tem como objetivo retomar e alavancar os negócios setoriais em consonância com as tendências mundiais de reestruturação e sustentabilidade, é um marco para o Amazonas e configura importante instrumento norteador das políticas estaduais para o turismo sustentável.

O conteúdo aqui exposto é oriundo de amplo trabalho de diagnóstico das variadas vertentes do planejamento turístico, incluindo a análise de tendências de mercado, oferta, demanda, infraestrutura geral e turística, aspectos institucionais e socioambientais. Sua estrutura é organizada em cinco sessões: transformação, tendências, experiências, desafios e promoção.

Turismo em
transformação

Conforme mais detalhado no PDTTA, a pandemia da COVID-19 causou impacto sem precedentes sobre a atividade turística, afetando negócios e empregos em um setor intensivo em mão de obra. As restrições de viagem, a recessão global e os receios com relação à transmissibilidade do vírus colocam as operações em cheque e afetam o comportamento e interesses dos turistas. Trata-se de um dos maiores pontos de inflexão já vividos pelo setor, acelerando muitas das mudanças em curso e transformando o turismo de formas ainda não totalmente previsíveis.

Números do receptivo amazonense

Prever o comportamento das viagens nacionais e internacionais a lazer no curto prazo tem sido um desafio. A análise dos números do receptivo do estado nos períodos anteriores à COVID-19 sinaliza os patamares até então alcançados, como referência para a retomada.

O turismo pós covid-19

A pandemia do novo coronavírus, desde o início de 2020, vem trazendo novos desafios e oportunidades para que destinos desenvolvam vantagens competitivas nos próximos anos. Estas mudanças se refletem em propensões comportamentais, de estruturação da oferta e de governança com impacto imediato no cenário do turismo, e em recomendações para o planejamento da recuperação do setor. A Amazonastur apresenta os pontos de destaque, que podem ser explorados no mosaico a seguir.

O papel da Amazonastur

A necessidade de uma ação coordenada para enfrentar os desafios postos pela pandemia do novo coronavírus ao setor de turismo é um dos pontos de destaque dos documentos recentes analisados. Há certa convergência quanto à necessidade de governos agirem coordenando forças para a retomada, aproveitando a oportunidade gerada pela crise para reconstruir o setor sobre bases mais sustentáveis e de forma resiliente.

A Amazonastur, como órgão gestor do turismo no estado do Amazonas, vem fazendo seu papel de coordenadora de esforços para atenuar os impactos negativos ao setor com base em um Plano Emergencial.


Faça o download do plano emergencial aqui

Tendências do
mercado turístico

Em todo o mundo, antes mesmo da pandemia da COVID-19, o setor de turismo já vinha em constante transformação, como decorrência das mudanças culturais, socioambientais, econômicas e tecnológicas, revolucionando a forma de promover e de consumir turismo.

Como viver o Amazonas?

As pesquisas realizadas para a formulação do PDTTA indicam que mais que lugares ou paisagens, hoje os turistas buscam consumir experiências. A atração interessante deixa de ser o atrativo convencional, pré-formatado, preparado para o não-residente e frequentado exclusivamente por ele. O novo turista busca o informal, o autêntico, algo que provoque uma reação personalizada, memorável, única, genuína, mais próxima da realidade.

  • Consolidado
  • Em desenvolvimento
  • Potencial

As regiões turísticas do estado estão situadas na selva amazônica, a maior floresta tropical do planeta, com inigualável riqueza de fauna e flora, foco de atenção do mundo todo, às margens de rios importantes, com parte significativa das terras protegidas como unidades de conservação. Cabe destaque, neste contexto, ao Complexo de Conservação da Amazônia Central, grande extensão territorial considerada Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO.

Por este motivo as atividades na natureza são o principal foco de campanhas promocionais e estruturação de destinos e empreendimentos turísticos do Amazonas. Indo ao encontro de diversas tendências do setor, tais como fuga e relaxamento, busca por destinos isolados, saúde e bem estar e valorização da sustentabilidade, esta categoria tem ainda enorme potencial a ser desenvolvido.

O desenho das experiências pode ter por base a observação da fauna e flora, visitas a comunidades ribeirinhas ou indígenas, preferencialmente as geridas como Turismo de Base Comunitária, banhos em rios e cachoeiras e caminhadas na mata, a partir, por exemplo, de estadias em hotéis de selva ou barcos-hotel.

Proteger e valorizar o patrimônio cultural do Amazonas é estratégico para o futuro do turismo enquanto atividade econômica relevante para o estado. Um caminho efetivo para o alcance deste objetivo é o desenvolvimento de experiências culturais que preservem as tradições e o bem-estar das populações locais.

O caminho mais representativo para se obter experiências memoráveis é por meio das trocas culturais. Seja a partir de festividades e gastronomia típicas, interação com comunidades tradicionais, conhecimento de sítios arqueológicos, confecção de artesanato ou visitação de prédios e espaços históricos, o Amazonas oferece inúmeras possibilidades que podem e devem ser combinadas às atividades na natureza.

Bastante praticada especialmente na região da Calha do Alto Rio Negro, a pesca esportiva configura-se como importante alternativa à pesca comercial e predatória no Amazonas, que coloca em risco espécies como o pirarucu e o tucunaré-açu.

A atividade e suas experiências correlatas têm potencial de desenvolvimento em todas as regiões do estado, inclusive com maior apelo para atração de famílias com crianças. Para isso, é primordial que sejam definidas e cumpridas normativas locais específicas e que visem não apenas o pescar e soltar, mas todo o equilíbrio ecossistêmico, incluindo manejo, definição de capacidade de suporte e padrões de serviços e estrutura das embarcações, como destinação adequada dos resíduos gerados.

As experiências de aventura atraem público selecionado e jogam a favor da visibilidade e da preservação ambiental dos destinos, uma vez que acarretam interferências negativas mínimas nos locais em que se desenvolvem. Dada a abundância de recursos naturais preservados – principal matéria-prima das atividades de aventura, este segmento tem muito espaço para crescer e se consolidar como um dos principais fatores de atratividade do estado.

Enquadram-se nesta categoria as experiências realizadas nos ambientes terrestre, aquático e aéreo, e que podem e devem ser combinadas com atividades culturais e de imersão na natureza.

Desafios para impulsionar o turismo sustentável

O diagnóstico desenvolvido para a elaboração do PDTTA indicou que as estratégias de desenvolvimento do turismo no Amazonas devem focar em seis principais desafios, que configuram oportunidades para a consolidação do estado como destino sustentável reconhecido nacional e internacionalmente.

Como transformar a demanda potencial em real?

A Amazonastur está atenta para o fato de que o caminho para o desenvolvimento de novas estratégias de promoção depende da identificação de oportunidades de mercado.