Este hotsite se dedica a apresentar as principais descobertas resultantes do processo de elaboração do Plano de Desenvolvimento Territorial do Turismo do Amazonas - PDTTA, desenhado pela Amazonastur em parceria com a Fundação Getulio Vargas em 2021. O documento, que tem como objetivo retomar e alavancar os negócios setoriais em consonância com as tendências mundiais de reestruturação e sustentabilidade, é um marco para o Amazonas e configura importante instrumento norteador das políticas estaduais para o turismo sustentável.
O conteúdo aqui exposto é oriundo de amplo trabalho de diagnóstico das variadas vertentes do planejamento turístico, incluindo a análise de tendências de mercado, oferta, demanda, infraestrutura geral e turística, aspectos institucionais e socioambientais. Sua estrutura é organizada em cinco sessões: transformação, tendências, experiências, desafios e promoção.
Conforme mais detalhado no PDTTA, a pandemia da COVID-19 causou impacto sem precedentes sobre a atividade turística, afetando negócios e empregos em um setor intensivo em mão de obra. As restrições de viagem, a recessão global e os receios com relação à transmissibilidade do vírus colocam as operações em cheque e afetam o comportamento e interesses dos turistas. Trata-se de um dos maiores pontos de inflexão já vividos pelo setor, acelerando muitas das mudanças em curso e transformando o turismo de formas ainda não totalmente previsíveis.
Prever o comportamento das viagens nacionais e internacionais a lazer no curto prazo tem sido um desafio. A análise dos números do receptivo do estado nos períodos anteriores à COVID-19 sinaliza os patamares até então alcançados, como referência para a retomada.
A pandemia do novo coronavírus, desde o início de 2020, vem trazendo novos desafios e oportunidades para que destinos desenvolvam vantagens competitivas nos próximos anos. Estas mudanças se refletem em propensões comportamentais, de estruturação da oferta e de governança com impacto imediato no cenário do turismo, e em recomendações para o planejamento da recuperação do setor. A Amazonastur apresenta os pontos de destaque, que podem ser explorados no mosaico a seguir.
A necessidade de uma ação coordenada para enfrentar os desafios postos pela pandemia do novo coronavírus ao setor de turismo é um dos pontos de destaque dos documentos recentes analisados. Há certa convergência quanto à necessidade de governos agirem coordenando forças para a retomada, aproveitando a oportunidade gerada pela crise para reconstruir o setor sobre bases mais sustentáveis e de forma resiliente.
A Amazonastur, como órgão gestor do turismo no estado do Amazonas, vem fazendo seu papel de coordenadora de esforços para atenuar os impactos negativos ao setor com base em um Plano Emergencial.
Em todo o mundo, antes mesmo da pandemia da COVID-19, o setor de turismo já vinha em constante transformação, como decorrência das mudanças culturais, socioambientais, econômicas e tecnológicas, revolucionando a forma de promover e de consumir turismo.
As pesquisas realizadas para a formulação do PDTTA indicam que mais que lugares ou paisagens, hoje os turistas buscam consumir experiências. A atração interessante deixa de ser o atrativo convencional, pré-formatado, preparado para o não-residente e frequentado exclusivamente por ele. O novo turista busca o informal, o autêntico, algo que provoque uma reação personalizada, memorável, única, genuína, mais próxima da realidade.
As regiões turísticas do estado estão situadas na selva amazônica, a maior floresta tropical do planeta, com inigualável riqueza de fauna e flora, foco de atenção do mundo todo, às margens de rios importantes, com parte significativa das terras protegidas como unidades de conservação. Cabe destaque, neste contexto, ao Complexo de Conservação da Amazônia Central, grande extensão territorial considerada Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO.
Por este motivo as atividades na natureza são o principal foco de campanhas promocionais e estruturação de destinos e empreendimentos turísticos do Amazonas. Indo ao encontro de diversas tendências do setor, tais como fuga e relaxamento, busca por destinos isolados, saúde e bem estar e valorização da sustentabilidade, esta categoria tem ainda enorme potencial a ser desenvolvido.
O desenho das experiências pode ter por base a observação da fauna e flora, visitas a comunidades ribeirinhas ou indígenas, preferencialmente as geridas como Turismo de Base Comunitária, banhos em rios e cachoeiras e caminhadas na mata, a partir, por exemplo, de estadias em hotéis de selva ou barcos-hotel.
Proteger e valorizar o patrimônio cultural do Amazonas é estratégico para o futuro do turismo enquanto atividade econômica relevante para o estado. Um caminho efetivo para o alcance deste objetivo é o desenvolvimento de experiências culturais que preservem as tradições e o bem-estar das populações locais.
O caminho mais representativo para se obter experiências memoráveis é por meio das trocas culturais. Seja a partir de festividades e gastronomia típicas, interação com comunidades tradicionais, conhecimento de sítios arqueológicos, confecção de artesanato ou visitação de prédios e espaços históricos, o Amazonas oferece inúmeras possibilidades que podem e devem ser combinadas às atividades na natureza.
Bastante praticada especialmente na região da Calha do Alto Rio Negro, a pesca esportiva configura-se como importante alternativa à pesca comercial e predatória no Amazonas, que coloca em risco espécies como o pirarucu e o tucunaré-açu.
A atividade e suas experiências correlatas têm potencial de desenvolvimento em todas as regiões do estado, inclusive com maior apelo para atração de famílias com crianças. Para isso, é primordial que sejam definidas e cumpridas normativas locais específicas e que visem não apenas o pescar e soltar, mas todo o equilíbrio ecossistêmico, incluindo manejo, definição de capacidade de suporte e padrões de serviços e estrutura das embarcações, como destinação adequada dos resíduos gerados.
As experiências de aventura atraem público selecionado e jogam a favor da visibilidade e da preservação ambiental dos destinos, uma vez que acarretam interferências negativas mínimas nos locais em que se desenvolvem. Dada a abundância de recursos naturais preservados – principal matéria-prima das atividades de aventura, este segmento tem muito espaço para crescer e se consolidar como um dos principais fatores de atratividade do estado.
Enquadram-se nesta categoria as experiências realizadas nos ambientes terrestre, aquático e aéreo, e que podem e devem ser combinadas com atividades culturais e de imersão na natureza.
O diagnóstico desenvolvido para a elaboração do PDTTA indicou que as estratégias de desenvolvimento do turismo no Amazonas devem focar em seis principais desafios, que configuram oportunidades para a consolidação do estado como destino sustentável reconhecido nacional e internacionalmente.
A Amazonastur está atenta para o fato de que o caminho para o desenvolvimento de novas estratégias de promoção depende da identificação de oportunidades de mercado.
Prever o comportamento das viagens nacionais e internacionais a lazer no curto prazo tem sido um desafio. A análise dos números do receptivo do estado nos períodos anteriores à COVID-19 sinaliza os patamares até então alcançados, como referência para a retomada. As chegadas de turistas brasileiros e estrangeiros no Amazonas apresentaram um pico nos anos 2014 e 2015, para em seguida reduzir gradativamente. Este comportamento não foi observado no receptivo internacional brasileiro, que vinha, ainda que de forma lenta, evoluindo nos últimos anos.
De todo modo, tão importante quanto aumentar o número de chegadas, é fomentar as receitas turísticas com alcance de maiores taxas de permanência e gastos médios. E isso deve ser priorizado nas estratégias de promoção e desenvolvimento de produtos.
Consiste em viagens entre um grupo de familiares ou amigos próximos, que decidem realizar o isolamento em conjunto em determinado local turístico. É um grupo de confiança, que concorda com determinados protocolos prévios relacionados à segurança sanitária e que se isolam conjuntamente para se reunir e enfrentar a pandemia, em uma pousada fechada, barco ou casa de campo, reservando passeios fechados apenas para o grupo ou contratando uma refeição especial. Trata-se de uma tendência decorrente do distanciamento social, que tem aumentado o desejo das pessoas de socializar de forma segura, em ambientes controlados.
As análises apontaram que relacionada a essa tendência também está a queda nas excursões em grupos de desconhecidos e roteiros massificados, que deve se manter em baixa por um período ainda indeterminado.
Destinos isolados, que permitam distanciamento social, tais como destinos rurais ou ligados à natureza e ao ecoturismo, estão entre os principais interesses dos turistas nesse momento em que estar ao ar livre e distante de outras pessoas é tão importante. Isso inclui itinerários que evitem áreas com aglomeração de pessoas, assim como a ascensão de nichos como pesca, observação de pássaros e outras atividades de lazer ao ar livre. Ilhas isoladas e pequenas comunidades, por exemplo, emergem como destino preferencial, o que reforça, ao mesmo tempo, a preocupação com o impacto e a sustentabilidade nesses locais.
Grande fator de competitividade na pandemia ou mesmo pós-COVID, a segurança sanitária e higiene dos destinos e negócios ditarão sua popularidade no presente, e possivelmente no futuro. Estabelecimentos que demonstrem estar de acordo com os protocolos sanitários e medidas de restrição, e destinos que demonstrem capacidade de manter indicadores epidemiológicos e de saúde sob controle, terão a preferência do consumidor, que quer se sentir seguro longe de casa. A questão chave será ganhar a confiança do turista. A ideia de selos que atestem que aquela empresa cumpre os protocolos de saúde e segurança sanitária é um exemplo de iniciativa que tem buscado atender a esse fator.
Ao menos ao longo de 2021, a ideia de “staycation”, uma alusão ao conceito de férias prologandas, derivada da palavra férias em inglês “vacation”, deve permanecer em alta, já que em boa parte dos países as restrições de circulação e o trabalho à distância é uma realidade para parte das pessoas. A emergência de modelos híbridos de trabalho e estudo podem tornar essa tendência uma modalidade de turismo permanente, em que se une turismo e trabalho em viagens mais longas, independentemente dos períodos formais de férias, em acomodações que permitam o trabalho e o estudo remoto. Essa já era uma tendência presente na figura em ascensão do “nômade digital” e que deve se intensificar com a pandemia.
Uma vez que as acomodações são a base da estadia durante a pandemia, dadas as restrições de circular livremente, e que as estadias se tornam mais longas, há uma busca por locais que encantem ao mesmo tempo em que proporcionem a sensação de estar em casa e em espaços privativos. Hotéis baseados em quartos pequenos e espaços de uso coletivo devem seguir em baixa, enquanto aqueles com copa ou cozinha, espaço para trabalho à distância, e outros espaços privativos devem ser mais procurados. Quanto mais diferenciados, em termos de estilo e/ou de opções de lazer, ao mesmo tempo em que propiciando a sensação de aconchego de uma casa, mais valorizados devem ser os locais.
A pandemia trouxe muita incerteza sobre os cenários epidemiológicos e econômicos, com novas restrições ou reaberturas que surgem de uma semana para a outra. Com isso, tem crescido o número de turistas que decidem e reservam viagens às vésperas delas acontecerem, como mostram alguns estudos. Em acordo com esse movimento, estão as tendências de uso de meios de transporte individual privado e viagens de curta distância para destinos domésticos, que em geral exigem menor tempo prévio de planejamento.
Os negócios do setor devem estar preparados para esse novo comportamento de viagem, o que pode incluir desde ações promocionais de última hora, buscando captar a atenção desse turista, como garantindo algum nível de flexibilidade para remanejamento de datas ou regras de cancelamento que levem em conta a flexibilidade exigida pelo momento.
Uma vez que no caminho, é preciso enfrentar uma série de restrições e protocolos e dadas as possibilidades trazidas pelo trabalho à distância. As viagens tendem a ficar mais longas e em menor número, ou seja, as pessoas tendem a viajar menos, porém com estadias mais longas, de duas semanas ou mais, baseadas no mesmo lugar. Essa tendência é reforçada por outras tendências confluentes, como o perfil do nômade digital e o interesse em staycations. Os negócios do setor devem estar atentos a esse comportamento, aproveitando para ofertar vantagens que destaquem o destino e o estabelecimento em si com ideias para esse tipo de viagem.
As pesquisas indicam que um comportamento que resiste à pandemia é o sonho de viajar. Pesquisas mostram que as pessoas continuam sonhando e criando listas de desejo de viagens, incluindo destinos exóticos e aventuras. Com isso, alguns analistas acreditam que no pós-pandemia muitas pessoas buscarão realizar a viagem dos sonhos, pois viajar tem sido mais valorizado como fator de manutenção da saúde mental, o que também leva alguns analistas a acreditar que o turismo de lazer irá se recuperar mais rapidamente que as viagens de negócios no pós-pandemia. Oferecer ferramentas que permitam aos turistas planejar e sonhar com viagens seguras no futuro é um caminho para garantir que o destino esteja na mente dos viajantes.
Outra tendência de comportamento no período imediato é o uso de transporte individual privativo, em detrimento de meios de transporte coletivos, como táxi, avião ou transporte público. Os consumidores têm preferido viajar com carro próprio ou alugado, o que impacta diretamente nas características das viagens, mais domésticas e para locais mais próximos. Com relação a transportes coletivos, como o avião, o preço pode deixar de ser o principal fator de escolha da companhia aérea, para incluir também regras de higiene e segurança, como obrigatoriedade do uso de máscaras e regras de ocupação de assentos.
Muitas pessoas ainda apreciarão estar em casa ou próximos de casa, o que tem levado a formas inovadoras de experimentar o turismo, como por meio de aulas de culinária com chefes locais, jogos e experiências de realidade virtual, visitas guiadas on-line a um museu, ou aulas on-line sobre uma dança específica. Algumas dessas tendências já estavam mapeadas para o futuro, no entanto a pandemia acelerou a velocidade dos acontecimentos. Alguns analistas acreditam que essas inovações vieram para ficar, permitindo que o turista experimente um pouco das culturas locais mesmo sem sair de casa, o que pode ser o ponto de engajamento para que o turista decida visitar pessoalmente o destino no futuro. Trata-se ainda de uma tendência que pode ser explorada de imediato, na medida em que os negócios precisam inovar pra sobreviver em meio à crise atual.
A digitalização das empresas do setor de turismo já vinha ocorrendo e é uma tendência da qual não é possível se esquivar. Cada vez mais a compra e venda de produtos turísticos é feita por meio digital. Com a pandemia, a busca por jornadas lowtouch ou no touch, ou seja, sem a necessidade de contato físico nas transações, foi intensificada, representada pela possibilidade de efetuar pagamentos por cartões digitais, via aproximação do celular, e por QRCode, assim como a possibilidade de receber notificações pelo celular, durante a viagem, como mudanças nas restrições, por exemplo, ou ainda funcionamento de catracas em aeroportos sem necessidade de contato ou com contato reduzido.
Uma das grandes viradas promovidas pela pandemia da COVID-19 foi o enfoque quase que exclusivo da promoção voltada ao turismo doméstico, que tem sido o responsável pela manutenção de diversos destinos e empresas do setor. A medida que as restrições internacionais permanecem, as ações de promoção e marketing devem estar por mais algum tempo centradas nesse âmbito, em particular no turismo regional, onde seja possível chegar por meio de veículos automotores.
Entretanto, uma vez que o turismo doméstico é mais sensível a preços e costuma apresentar um padrão mais baixo de gastos, os analistas preveem que a demanda e o nível de consumo no turismo permaneçam baixos por um bom tempo.
Durante a pandemia, situações podem se modificar rapidamente. Os destinos que conseguem prover informações claras, detalhadas, seguras e em tempo real são valorizados e buscados por turistas. Na realidade, trata-se de um dos pilares da recuperação da confiança, essencial para transmitir segurança, e nesse sentido pode ser entendida como uma estratégia no âmbito da promoção, envolvendo tanto portais com indicadores de fácil acesso para turistas como sistemas para receber informações por SMS ou mídias sociais em tempo real. Os destinos que conseguirem provar que possuem um sistema transparente e seguro de monitoramento de indicadores de segurança sanitária e saúde, poderão ser percebidos como destinos melhores e mais seguros.
A internet se tornou uma ferramenta de busca por melhores preços, pesquisas, trocas de experiências e informações com a comodidade de poder comprar a qualquer hora e em qualquer lugar. Por outro lado, existe uma falta de confiança pelos consumidores por não acreditarem na veracidade das informações disponibilizadas, o medo de não receber o serviço que adquiriram, uma possível fraude durante o processo de transação da compra, a falta de diálogo e o risco de comprar por um serviço que não o satisfaça.
Muitos consumidores ainda continuam utilizando as agências de turismo em função do fator “humano” envolvido, o que traz um atendimento personalizado, uma maior credibilidade e confiança no processo de compra. As agências normalmente contam com profissionais capacitados e treinados para ajudar a elaborar as viagens dos sonhos, desenvolvendo pacotes personalizados e individualizados, identificando assim o destino que mais se adequa ao perfil e a expectativa de cada cliente.
Com a pandemia, os agentes de viagens voltaram a se destacar e é possível que muitos consumidores voltem a acessá-los uma vez que, além de conseguir melhores preços, os agentes de viagem costumam estar mais bem informados sobre restrições locais, informações confiáveis sobre situação de saúde e requisitos de entrada, e podem auxiliar em caso de interrupção, cancelamento ou postergação de viagem, especialmente para o turismo internacional.
Não é novidade que a principal tônica do momento é a adoção de medidas de segurança, que incluem protocolos de funcionamento de estabelecimentos, regras de distanciamento, uso de máscara, tomada de temperatura, entre outros. Porém há mais a ser feito. Sem dúvida as vacinas serão a grande solução no médio prazo. Mas muitos destinos, principalmente em escala nacional, estão adotando medidas de testagem em aeroportos, que dispensam a quarentena de 14 dias, e a ideia de passaportes digitais de saúde.
A ideia de “travelbubbles”, ou seja, de bolhas de viagem, é outra prática que vem sendo adotada entre países que são parceiros preferenciais no turismo, ou mesmo entre localidades vizinhas onde está concentrada a demanda turística.Trata-se de acordos que são estabelecidos entre dois países para a abertura da fronteira para turismo, a partir do estabelecimento de protocolos de reabertura. O fluxo de pessoas, nesse caso, pode ser uni ou bi-direcional, ou ainda conter um grupo de destinos. Um dos exemplos mais emblemáticos é o acordo criado entre China e Coréia, e entre Austrália e Nova Zelândia. Esses acordos devem levar em conta a previsão de protocolos para todas as etapas da jornada do turista, da saída do local de origem, ao retorno. Trata-se de uma alternativa temporária para iniciar a reabertura do turismo, sobretudo o internacional.
Outro ponto destacado é que, ainda que o turismo comece a ser retomado em 2021, haverá desafios econômicos estruturais na indústria, que precisarão ser endereçados por governos e entidades representativas. Será preciso apoiar os negócios do setor para que eles possam se adaptar e sobreviver. Por exemplo, como sustentar negócios que só podem funcionar com 33% de sua capacidade? Ou políticas de cancelamento que muitas vezes tem recaído sobre os negócios? Parcerias Público Privadas emergem como um possível caminho. Os governos terão papel fundamental nesse processo, com pacotes de socorro e parcerias.
Será preciso incorporar o risco de instabilidade econômica no planejamento e estratégias do setor, assim como os riscos advindos da crise climática, de forma a fortalecer a estabilidade e adaptabilidade da indústria do turismo às inconstâncias que estão por vir.
Governos e coalizões mais amplos, envolvendo entidades representativas e empresários serão importantes nesse processo. Os governos precisam liderar esse processo. Trata-se de um momento de repensar o setor e de aproveitar a crise para caminhar em direção à sustentabilidade e digitalização do setor.
Em todo o mundo, antes mesmo da pandemia da COVID-19, o setor de turismo já vinha em constante transformação, como decorrência das mudanças culturais, socioambientais, econômicas e tecnológicas, revolucionando a forma de promover e de consumir turismo.
Conhecer as tendências do mercado turístico, compreendendo seus potenciais impactos, é fundamental para a definição de uma boa estratégia de atuação no setor, sobretudo no que diz respeito aos investimentos de marketing e estruturação da oferta. As principais tendências de consumo, gerais e específicos de turismo, foram sintetizadas e agrupadas, e são apresentadas pela Amazonastur, de acordo com as cinco categorias direcionadoras abaixo.
As tendências identificadas fazem parte de um contexto complexo e estão intra e inter-relacionadas de diversas formas, de modo que uma tendência de uma categoria também pode ser interpretada sob o ponto de vista de outra categoria. É importante observá-las como elementos formadores do panorama atual e futuro, e não de forma isolada, mas com flexibilidade.
Tendências que guardam relação com perfis de consumidores. Os perfis identificados se referem à emergência ou reforço de determinados grupos de influência, mas não excluem a importância e representatividade de perfis já conhecidos e que devem ser considerados no momento da definição das estratégias de marketing e promoção e de desenho da oferta. Além do mais, é importante destacar que os consumidores não necessariamente se encaixam em um único perfil, podendo haver combinações entre eles.
Os jovens componentes da geração “baby boomers” (1946-1965) estão entrando na terceira idade. Trata-se de um perfil muito importante para o turismo uma vez que o envelhecimento da população gerará um aumento cada vez maior de consumidores dentro dessa faixa etária, que irá representar 28% de todos os turistas latino-americanos até 2021 . Além disso, dispõe de mais tempo livre (com filhos adultos e independentes), saúde e poder de compra (principalmente nas economias desenvolvidas), e estão em busca de vivenciar experiências valiosas.
Contudo, cada vez mais pessoas a partir dos 60 anos se afastam do estereótipo atribuído ao termo “idoso”: com melhores condições de saúde e maior expectativa de vida, tendem a aderir a outras tendências relacionadas a perfis, interesses, comportamentos, assim como ao uso das tecnologias. Nesse sentido, há uma atenuação dos perfis por idade, o que exige atenção no momento de direcionar estratégias de marketing. Termos como “ageless traveller” (viajante “sem idade”) são utilizados para se referir a esse contexto, até porque a disposição e interesses dos turistas nessa faixa etária variam muito, então agrupá-los por idade não é exatamente a estratégia mais adequada.
Novos contextos econômicos e sociais têm impulsionado a busca por flexibilidade nas carreiras profissionais e o aumento no número de empreendedores, pessoas que, por interesse, oportunidade ou necessidade, têm se afastado cada vez mais da lógica de trabalho industrial de 8 horas por dia, subordinados a uma estrutura hierárquica de empresas tradicionais, para uma atuação profissional mais “livre” e flexível, favorecida em grande grau pelas facilidades da tecnologia. Com a pandemia e o trabalho em home-office, esse perfil foi bastante fortalecido, consolidando-se como forte tendência, já que muitas empresas poderão adotar modelos híbridos de trabalho no pós-pandemia.
Entre as principais características desse perfil, destacam-se a propensão a assumir riscos em favor de uma maior liberdade; o trabalho flexível, com mobilidade; a atenuação das fronteiras entre lazer e trabalho (o que tende a dificultar a classificação de viagens entre “lazer” e “trabalho”, por exemplo); a utilização de serviços de compartilhamento, como espaços de coworking, coliving, meios de transporte e hospedagem (Uber, carsharing, Airbnb for business, etc.); o uso constante da tecnologia; e a necessidade de tomar decisões de consumo bem acertadas que proporcionem a vivência de experiências por um custo acessível, já que parte da renda é sacrificada em nome de maior flexibilidade. Nesse estilo de vida estão incluídas pessoas que vivem sozinhas (não são casados e sem filhos), o que aumenta a liberdade de suas escolhas, mas não só, já que em função da pandemia cada vez mais famílias passam a adotar o home-office ou o trabalho híbrido e o ensino à distância.
Resultado de um importante movimento de engajamento feminista, que ganhou mais voz por meio das novas tecnologias e redes sociais, a mulher atual (em especial a da geração Millennials) está cada vez mais empoderada, em busca de direitos iguais e maior liberdade e segurança. Diante disso, sente-se mais confiante e propensa a vivenciar experiências sozinha, como as viagens solo, e se apoia na experiência de outras mulheres e na possibilidade de compartilhamento que possam propiciar a realização dessas experiências, favorecidas pelas redes sociais e aplicativos. Tende a ser um grupo bastante engajado socialmente, assim como influente.
Outro impacto dos novos contextos e comportamentos sociais é o aumento da parcela de pessoas que vivem sozinhas e, por consequência, realizam suas experiências de forma independente, já que muitos têm adiado ou descartado decisões sobre casamento e filhos. Esse perfil é acrescido também pelos jovens millennials, mulheres ou mesmo pela nova terceira idade e pelo trabalhador flexível que, ainda que vivam com a família ou compartilhem espaços com outras pessoas, realizam viagens solo, motivados pela busca de autoconhecimento ou em busca de contato com pessoas e realidades diferentes. Apesar de viajarem sozinhos, têm a tecnologia e redes sociais como aliados para interagir com pessoas no destino, usando muitas vezes serviços de compartilhamento que favorecem essa interação. Trata-se de um perfil atenuado consideravelmente pela pandemia, mas que possivelmente será retomado quando do retorno à normalidade.
O termo Millennials se refere à geração de pessoas nascidas entre os anos 1981 a 1996, atualmente com idade entre 25 e 40 anos. O perfil está ligado às questões comportamentais que são reflexo dos novos contextos sociais em que essa geração cresceu e seu padrão de comportamento pode ser percebido na sociedade como um todo, incluindo as pessoas fora dessa faixa etária. Entre as principais características atribuídas a esse perfil, estão:
Geração altamente conectada, ativa em redes sociais (influenciando e sendo influenciados por esta interação);
Ativa e engajada, que apresenta uma consciência social e ambiental e não só leva em consideração tais temas para decisão de consumo, como pesquisa e cobra transparência das marcas utilizando a facilidade dos canais de contato direto nas redes sociais;
São menos fiéis a marcas e mais a ideais;
Valoriza cada vez mais a experiência às posses. Valorizam estilo de vida mais simples e minimalista, mas estão dispostos a investir em experiências valorosas;
Dispostos a compartilhar (moradia, hospedagem, experiência);
Alguns ainda vivem com os pais e tendem a influenciar as decisões de consumo de outras gerações e viagens da própria família;
Muito estão dispostos a viajar sozinhos, ainda que já tenham tido filhos.
As mudanças no contexto econômico global têm fortalecido os mercados emergentes, de forma que importante parcela de consumidores, com diferentes bagagens culturais e hábitos de consumo, emerge desse fenômeno.
Tendências relacionadas aos principais interesses dos consumidores em viagens. De uma forma geral, todos eles estão ligados a um desejo de vivenciar experiências únicas, especiais (personalizadas) e memoráveis, que proporcionem o contato com a realidade local, forneçam oportunidades de aprendizado e autoconhecimento e favoreçam o bem-estar físico e emocional.
O foco na experiência e valorização do momento presente é, sem dúvida, um dos principais direcionadores de interesse identificados. Refere-se à prioridade dos consumidores em investir em experiências ao invés de posses, evidenciado, inclusive, em movimentos como o minimalismo e a preocupação com a sustentabilidade, por exemplo. O setor de turismo tem bastante potencial para responder a essa demanda. As pessoas continuarão consumindo, mas darão cada vez mais preferência para as experiências às coisas.
Os estudos sobre o valor agregado à experiência emergiram no final dos anos 1990 com a abordagem de Pine e Gilmore (1999), que apontavam para uma mudança no paradigma de consumo, onde produtos e serviços seriam mais cobiçados e mais valorizados se fossem acompanhados de alguma vivência capaz de mobilizar suas emoções e fixar-se na memória do consumidor.
Com a popularização do conceito e sua adoção por diversos destinos e serviços de todos os tipos, viu-se a ampliação da concorrência e um aperfeiçoamento das experiências oferecidas à demanda turística. As discussões sobre a economia da experiência chamaram a atenção a uma problemática do consumidor pós-moderno, integrante de uma sociedade pós-materialista.
Neste contexto, o consumo é o elemento definidor de identidade e estilo de vida. A distinção ocorre a partir do que se consome, especialmente aos valores simbólicos atribuídos às práticas de consumo. Surge então um novo perfil, em que o turista foge dos roteiros turísticos massificados e muitas vezes estereotipados. O atrativo turístico interessante deixa de ser a atração convencional, pré-formatada, preparada para o não-residente e frequentada exclusivamente por ele. O novo turista busca o informal, o autêntico, algo que provoque nele uma reação personalizada, única, uma experiência genuína, mais próxima da realidade. No turismo, isso leva a um comportamento de fuga no rótulo tradicional de “turista”.
Associado à valorização das experiências de consumo, em especial quando se fala em turismo, os estudos de tendências mencionam o termo “upgrade” do momento de lazer para se referir à oportunidade de aprendizado e aprimoramento pessoal/cultural através da experiência turística. Essa tendência aponta para uma busca do consumidor pelo enriquecimento de sua experiência com base em informação, história, cultura.
Essa busca por informação e cultura, associada a uma oferta facilitada pela internet, mostra-se como uma alternativa para destinos turísticos no sentido de gerar o interesse da demanda em visitar determinado local após criar uma curiosidade, interesse e identificação por meio da oferta de conteúdos diversos. Por exemplo, utilizando-se o caso do Amazonas, a oferta para um mercado externo e mesmo interno de conteúdo sobre história, arte/música, cultura e culinária amazonense tende a gerar uma identificação e interesse por entrar em contato, experimentar essa cultura in loco, associando-se, portanto, ao interesse em vivenciar experiências reais e à valorização local.
O consumidor atual busca diferenciação, quer se sentir especial. Por conta disso, uma tendência que já não é tão nova, de busca por serviços e produtos personalizados, se intensifica por trás do termo hiperpersonalização. E a forma como essa tendência se expressa, muitas vezes, é no envolvimento do consumidor no processo de criação do produto ou serviço que será consumido.
Pelo lado da oferta, o uso de Big Data para tentar identificar características da demanda e orientar estratégias de marketing de acordo com perfil e interesses muitas vezes individuais pode ser um aliado. Além disso, envolver o consumidor, convidando-o a ser um designer do próprio produto que irá consumir tende a criar identificação, fidelidade e confiança ao reconhecer seu toque pessoal. É o caso de ferramentas digitais como travelplanners ou da possibilidade de customização de produtos por meio de taxas adicionais.
A pandemia tem reforçado ainda mais essa tendência. Por exemplo, por uma taxa adicional, o turista pode estar disposto a pagar para ter o assento ao lado vago no avião, ou demandar customizações de serviços de quarto ou refeições que lhe tragam maior segurança e confiança.
A busca por um estilo de vida mais saudável e pelo consumo de produtos, serviços e experiências que proporcionem bem-estar físico e emocional surge quase como uma necessidade frente às pressões de tempo, estresse e má qualidade de vida que enfrenta a sociedade atual, principalmente nos grandes polos urbanos. Práticas de meditação, yoga, contato com a natureza, além de atividades esportivas e produtos de origem natural e orgânica são exemplos vinculados à tendência de interesse por saúde e bem-estar, que pode ser associada a consumidores de diferentes perfis. Trata-se de uma tendência bastante potencializada pela pandemia, onde as pessoas passaram a refletir ainda mais sobre a importância da saúde física e mental e do contato saudável com o ambiente externo.
A tecnologia aparece tanto como geradora dessa necessidade (já que o excesso de conexão em diversos aparelhos e aplicativos/redes sociais é visto como um vilão dos novos tempos), como pode ser aliada para proporcionar determinadas experiências (aplicativos de meditação guiada e yoga são um exemplo clássico nessa linha). Uma busca por medicinas e experiências com foco mais preventivo segue esse direcionador e experiências de fuga e relaxamento e autoconhecimento podem ser criadas de diversas formas no setor de turismo.
Na última década, a tecnologia tem evoluído exponencialmente e sua aplicação testada e difundida em diversos segmentos da indústria do turismo. Seu uso ainda está em maturação e evolui com muita agilidade em novas aplicações. A confluência de tecnologia incluindo processos mais ágeis, armazenagem em nuvem e o IoT vão acelerar mudanças no mundo digital, diminuindo pontos de preocupação e dificuldade na rotina do viajante e melhorando a experiência durante todo o processo.
A cada dia uma nova tecnologia, função ou produto é apresentado ao mercado. Hardwares, softwares e tecnologias de comunicação evoluem em um ritmo acelerado, assim como as interações resultantes destes três recursos. A redução dos tamanhos, a mobilidade, a ampliação da autonomia e a multiplicação de aplicativos promoveram mudanças no padrão de uso de celulares e computadores.
Desde 2016, o uso da internet por dispositivos móveis e tablets (51,3%) excedeu o uso de desktops (48,7%) pela primeira vez, de forma global. Os dispositivos móveis permitem que os usuários cumpram uma quantidade cada vez maior de tarefas em qualquer lugar e a qualquer momento, desde compras, entretenimento e relacionamento, até transações bancárias, estudo e navegação GPS.
A tecnologia está conectando as pessoas não só à informação, mas também a outras pessoas, outros bens, de uma forma cada vez mais eficiente. Isso acaba por modificar a forma como as pessoas consomem, socializam e se mobilizam, promovendo mudanças na conformação da sociedade atual. As facilidades oferecidas pelos avanços tecnológicos catalisam a capacidade criativa dos seus usuários, que inovam propondo não apenas novos usos para os recursos disponíveis, mas também novos produtos e serviços.
A confluência de tecnologias, incluindo a penetração acelerada dos smartphones e do desenvolvimento de novos aplicativos a cada dia, a armazenagem em nuvem, inteligência artificial, Big Data e internet das coisas (IoT), contribuem para diminuir os pontos de preocupação e dificuldade na rotina do viajante e melhorar a experiência durante todo o processo, com a quebra de barreiras importantes tais como idioma, sensação de segurança e redução de custos.
O avanço tecnológico é responsável por uma série de mudanças no processo de busca de informações e compra de produtos. Nos últimos dez anos, a internet revolucionou os critérios de divulgação e consulta de informações sobre viagens e destinos turísticos.
Entre os principais mecanismos de busca por essas informações, destacam-se provedores de conteúdo como o Google, Yahoo, TripAdvisor, redes sociais, canais de reservas de viagem (agências de viagem online) e até websites de hotéis e destinos. Se por um lado o turista pré-internet dependia de guias impressos de turismo e convivia com o fator surpresa nos destinos, o visitante do século XXI busca o mapeamento do maior número possível de atividades, consulta preços, disponibilidade de hospedagem, lê comentários de outros viajantes e descreve suas experiências anteriores para futuros pesquisadores.
Sendo assim, observa-se que o processo de escolha é composto por momentos variados de pesquisa sobre produtos. Pode-se entender que o primeiro momento de escolha (a compra) é precedido por uma série de atividades anteriores, conhecidas como momento zero da verdade - ZMOT (GOOGLE, 2014), que consiste na busca por referências.
Para o caso do turismo, a prática se desenvolve a partir de uma vontade (disponibilidade) de viajar. Este estímulo é seguido de uma série de pesquisas sobre destinos, preços, tipos de serviços, meios de transporte, hospedagem e opiniões de visitantes anteriores, que ajudam o interlocutor a formatar seu conceito acerca do local a ser visitado. Os diversos processos de pesquisa geram a tomada de decisão (primeiro momento da escolha), e, consequentemente, a compra. Em uma fase posterior ao investimento e até ao desfrute da atividade ou equipamento comprado, o usuário retribui sua experiência compartilhando sua opinião publicamente, que influencia o momento de pesquisa de outros usuários.
O compartilhamento de informações é considerado, portanto, condicionante de decisão para os turistas, tanto os independentes quanto os compradores de pacotes turísticos. Aliás, o processo de compra em turismo, mesmo quando executado em loja física, não está mais desvinculado da busca prévia por informações. Os variados canais de mídia oferecem oportunidades para o boca-a-boca eletrônico, que se destaca como o principal meio de comunicação entre viajantes antes e após a viagem.
Tamanha facilidade de acesso implica em novos comportamentos: mais pessoas costumam comentar, divulgar ou compartilhar experiências pela internet, e muitos fazem isso no exato momento em que estão vivenciando experiências. As pesquisas de mercado mostram que, ao fazer decisões de compra, os usuários confiam mais em informações declaradas por outros usuários do que a propaganda tradicional do produto (Expedia, 2013).
Os modelos de compartilhamento passam a funcionar, portanto, tanto para a compra de produtos e serviços como para o incentivo à inovação em turismo, unindo a cadeia produtiva do setor de viagens com a onda tecnológica de facilitação do consumo. A influência do compartilhamento no processo de compra é tão eficiente para o turismo que tem incentivado as empresas a terem seus próprios canais de diálogo com clientes atuais e potenciais, respondendo às dúvidas, queixas e elogios de forma rápida e estratégica, passando ao cliente uma imagem particular de transparência para vender seus produtos e serviços.
No que se refere ao processo de compra, o crescimento das chamadas OTAS (Online Travel Agencies) pode ser constatado pelos números do TripAdvisor, onde é possível fazer buscas em sites como Expedia.com, Decolar.com, Booking.com, etc.
Com a popularização dos smartphones, outra tendência tecnológica já consolidada e presente em toda a jornada do turista é o uso de aplicativos. Os aplicativos em sua maioria globais, gratuitos para os usuários e disponíveis nas lojas virtuais dos smartphones e ativos também via websites, auxiliam na quebra de barreiras como o idioma de destino e deslocamentos seguros dando confiança e otimizando tempo nos itinerários. Outra função importante é a disponibilidade offline para momentos que o viajante esteja com baixa conectividade à internet ou ausência de disponibilidade de plano de dados internacional ou wi-fi local.
Dentre a infinidade de aplicativos disponíveis, estão desde os disponibilizados pelos próprios serviços tradicionais (companhias aéreas, agências virtuais), aplicativos desenvolvidos pelos próprios destinos turísticos, que reúnem informações e facilitam a experiência, até aplicativos independentes com funções específicas de acordo com o momento da viagem.
Quando no destino, o turista também permanece conectado. Ele tem recursos para chegar sozinho aos atrativos, verificar a disponibilidade de ingressos, procurar um bom lugar para uma refeição e confirmar a ocorrência de diversos eventos. O turista hoje se cerca das facilidades e informações que estão disponíveis para otimizar o seu tempo antes e durante a viagem, na busca por experiências felizes e marcantes, que lhe garantam memórias eternas.
A pandemia fez com que muitas dessas mudanças fossem aceleradas, gerando grande pressão para a digitalização das empresas do setor e fazendo com que a existência de boa conectividade se torne imperativa aos destinos. Uma tendência que emergiu recentemente de forma bastante consistente foi a ideia do lowtouch ou notouch, abordada na aba “Transformação”.
O uso de realidade virtual e aumentada tende a ser cada vez mais presente no dia a dia das pessoas com o tempo e popularização de gadgets específicos. Esta tecnologia permite que o consumidor “experimente” e visualize determinado produto ou serviço antes de comprá-lo e essa possibilidade fica bem evidente quando se fala de serviços turísticos, refletindo na tangibilização de um produto que foi por muito tempo caracterizado como intangível.
Exemplos de hotéis, museus, atrativos e agências de viagens que se utilizam dessa tecnologia já existem e há grande espaço para o seu aproveitamento de forma criativa por parte de destinos turísticos, tanto para influenciar decisões de escolha pelo destino, quanto para a criação de novas experiências no local. Ao contrário do que os mais pessimistas possam alegar, as pessoas não deixarão de ir a determinado lugar pela possibilidade de “visitá-lo” por meio de realidade virtual; ao contrário, trata-se de mais uma fonte de informação que pode estimular e atrair os turistas.
Outro tipo de tecnologia cujo uso é cada vez mais comum e aparece como outra tendência bastante recorrente ao longo na análise é o uso de assistentes de voz virtuais, os chamados chatbots: robôs virtuais domésticos com os quais os usuários podem interagir e conversar, e que fornecem informações e atualizações diversas, como previsão do tempo, podendo chegar a realizar tarefas domésticas. O uso destes assistentes por parte dos consumidores envolve novas formas de busca por informações sobre seus objetos de interesse e mesmo novos processos de compras por comando de voz. Um exemplo dessa tecnologia são os aplicativos de tradução simultânea, cuja utilização tende a facilitar as experiências de viagem.
Outra tendência de tecnologia é o uso de Big Data: informações detalhadas oriundas de uma variedade de recursos, desde imagens e fotos compartilhadas em redes sociais, sinais de GPS, informações de processos de busca na internet e transações de compra de todos os aparelhos tecnológicos que se utiliza atualmente.
Essas informações podem ser quantificadas e analisadas a fim de direcionar estratégias de marketing e promoção, além de entender comportamentos da demanda, razão pela qual o uso de Big Data e Inteligência de Dados aparece como uma forte tendência em negócios e órgãos de promoção do turismo nacionais e regionais, que buscam evidências mais sólidas para apoiar decisões estratégicas. É importante ressaltar a preocupação com a segurança dos dados e privacidade dos usuários que há por trás dessa tendência, no caso do Brasil, também em função da Lei Geral de Proteção de Dados.
Outra tendência atualmente muito associada aos recursos tecnológicos é o que se chama de gamificação, que se refere a uma estratégia de aplicação de mecanismos de jogos e dinâmicas para criação de experiências criativas e envolvimento do consumidor. Exemplos são desafios e prêmios realizados por empresas para promover o engajamento da demanda (real ou potencial), o que pode muitas vezes iniciar um relacionamento com o cliente, além de obter informações relevantes sobre a demanda, fruto de sua participação neste tipo de interação. Apesar de estar classificada dentro da categoria tecnologia, a ideia de gamificação pode ser aplicada também a outros tipos de experiências, não necessariamente utilizando para isso recursos tecnológicos.
O e-commerce aparece como recurso cada vez mais predominante nos processos de compra de produtos e serviços, e para os quais as estratégias de venda e promoção devem estar adequadas. Muitas das tendências de tecnologia mencionadas podem ser associadas ao e-commerce, como a ascensão de compras por comandos de voz, a relação das mídias sociais com as plataformas de e-commerce, simplificando esse processo, assim como possibilidades de vendas online e off-line.
Por fim, uma importante tendência associada à tecnologia é a demanda dos usuários por simplificação, seja de processos de busca, compra e usufruto de produtos e serviços. Tecnologias, sites e aplicativos que maximizem o tempo do consumidor, exigindo menor investimento de tempo e energia, tendem a promover melhores resultados de venda e, do contrário, processos complicados, que exijam muitos cliques e input de informações, aumentam as chances de desistência de compras.
Uma tendência relacionada a esse direcionador é o wishlisting, que se refere à possibilidade de compra de um produto ou serviço no mesmo canal onde houve o primeiro estímulo/inspiração do desejo de compra - por exemplo, a possibilidade de um clique sobre uma fotografia de um produto ou serviço no Instagram levar o consumidor diretamente à compra deste item com a menor quantidade de cliques possível.
Outros exemplos nessa linha envolvem o desenvolvimento de tecnologias que possibilitem ao consumidor selecionar o produto e ser cobrado automaticamente, sem a necessidade de realizar uma transação burocrática, em outras palavras, sem “passar no caixa”. Para tanto, deve-se ter em mente a importância da transparência, a tendência de comportamento investigativo e o poder de influência e persuasão dos clientes, que exigem autenticidade e clareza por parte das empresas.
A ideia de gamificação também pode ser associada no sentido de proporcionar experiências de compra menos convencionais, promovendo uma interação mais estimulante e atrativa, ou mesmo a oportunidade de aprendizado e aprimoramento, que maximize o momento do consumidor e afaste a sensação de perda de tempo em procedimentos burocráticos.
A transição de uso do dispositivo mobile sobre o desktop na jornada do turismo é evidente. Isso ocorre dadas as funcionalidades dos smartphones - boa conexão com a internet, muitas vezes independentemente da existência de wi-fi local, integração com aplicativos de pagamentos e de buscas, compartilhamento com amigos em tempo real e flexibilidade de acesso através da armazenagem de nuvem. Dessa maneira, os turistas ficam com todos os dados da viagem - bilhetes das cias aéreas, reservas de hotéis armazenados e com fácil acesso em qualquer lugar que estiverem. Isso implica em que as empresas do setor devem estar atentas e ofertar cada vez mais possibilidades de compra e engajamento via mobile.
Refere-se ao comportamento dos turistas em viagens e o que eles valorizam. São hábitos e comportamentos que englobam a busca por transparência e sustentabilidade, maior consciência social e preocupação com preço, aliados ao consumo de serviços de compartilhamento e uso da internet e redes sociais para investigação, contato com empresas e construção de capital social.
O comportamento investigativo por parte dos consumidores é consenso entre as pesquisas avaliadas. A busca por transparência é facilitada pela disponibilidade de informação e canais de acesso e influência, em especial nas redes sociais, que dão cada vez mais voz aos desejos, interesses e preocupações dos consumidores.
Para conquistar os consumidores atuais, empresas (e destinos) deverão estabelecer uma relação de confiança e transparência com o consumidor, o que inclui admitir erros e estabelecer laços baseados na sinceridade. Conteúdos de vídeo, em particular os vídeos instantâneos em redes sociais, que criem aproximação e vulnerabilidade diante do consumidor, aparecem como importantes aliados.
Com problemas de pressão ambiental cada vez mais evidentes, consumidores mais conscientes tendem a buscar por marcas, produtos e serviços e a orientar seu comportamento em função de atitudes mais sustentáveis, o que envolve a priorização de certificações, busca por informação sobre o processo de produção, pessoas envolvidas e benefícios e impactos sociais. O turismo sustentável, prática cuja importância para a sobrevivência do destino turístico é indiscutível, cada vez mais se populariza como uma exigência da demanda, desde a escolha dos destinos até os serviços associados.
A crise do novo coronavírus reforçou ainda mais a importância de um meio ambiente saudável e de práticas justas, tendo servido como uma antecipação do que a crise climática pode gerar. Assim, o comprometimento real com a neutralidade de carbono, uso de embalagens biodegradáveis, etc., deve se intensificar. A crise climática é iminente e os turistas exigem cada vez mais em relação a isso.
Os relatórios anteriores à pandemia já destacavam a preocupação com sustentabilidade como uma tendência, e nas análises recentes trata-se de uma questão unânime.
Alguns caminhos pelo quais a oferta pode fazer frente à demanda são dados por meio de plataformas que reúnem destinos ou estabelecimentos sustentáveis, certificações de negócios verdes, estratégias de utilização de insumos locais e criação de empregos nas comunidades. Muitos destinos conhecidos por sua superpopulação de turistas têm se preocupado em manter em níveis controlados o número de visitantes, outros têm reforçado legislações de proteção ao meio ambiente e ativos naturais, e há perspectivas de que protocolos de saúde e segurança sanitária se tornem permanentes. Destinos que não abracem tais estratégias podem ganhar no curto prazo, mas perder ao longo do tempo.
Diretamente vinculada à tendência anterior está a busca consciente do ponto de vista social por produtos e serviços que respeitem grupos específicos e o bem-estar das populações locais. Ideias de justiça social e posturas antirracistas estão cada vez mais presentes no ideal dos consumidores. Marcas, produtos e serviços devem, portanto, demonstrar claramente seu engajamento e respeito a essas questões, à vida e à saúde de todos, turistas e comunidades locais.
Este consumidor ainda defende, valoriza e influencia outros consumidores na internet por meio do chamado ativismo digital, podendo colocar em evidência práticas que considerem inadequadas por parte das empresas, expondo os negócios e impactando na imagem das marcas.
A ideia de turismo inclusivo, também em ascensão, é um conceito ligado a esse novo comportamento, envolvendo a adequação dos destinos para receber todo tipo de turista, incluindo transgêneros, com sobrepeso, com deficiências, com mobilidade reduzida, entre outras.
Tanto a consciência social como a sustentabilidade são duas tendências que saem fortalecidas da pandemia, sendo que alguns especialistas consideram que comporão o novo paradigma do setor de turismo, parte indissociável da construção de uma indústria mais resiliente.
O uso de serviços e produtos de forma compartilhada de acordo com a necessidade de uso é um comportamento que ganha cada vez mais força, tanto pela adesão de um número maior de consumidores, quanto pela diversidade crescente à disposição da demanda: compartilhamento de meios de transporte (carros, bicicletas), hospedagem, refeições e empréstimos de itens de necessidade pontual baseados na localização.
A tecnologia tem facilitado as trocas e possibilidades de compartilhamento e perfis como os millennials (mais abertos a compartilhar, interagir e conectados por meio da tecnologia) e os trabalhadores flexíveis (para os quais o compartilhamento atende à necessidade de mobilidade e busca por flexibilidade) impulsionam essa tendência de comportamento.
A possibilidade de usar um produto ou serviço de acordo com a necessidade dispensa a ideia de possuir um bem, associado à tendência de valorização da experiência. Além disso, a economia compartilhada se associa a movimentos como o minimalismo e mostra-se uma alternativa sustentável.
Neste sistema, observa-se um novo fenômeno, o consumo colaborativo (Botsman, 2012), em que a tecnologia é usada para criar laços de confiança entre estranhos, baseados nas opiniões e avaliações que os usuários oferecem sobre os produtos e serviços consumidos, criando uma nova forma de moeda, o capital de reputação (ou reputacional) que acaba por orientar as relações comerciais dos usuários de internet.
Os usuários de serviços compartilhados, do qual o Airbnb é emblemático, defendem que não se trata apenas de buscar uma alternativa de hospedagem mais barata, mas sim da busca por uma experiência mais autêntica da cidade que visitam, o que é explorado nas propagandas da empresa.
Outro exemplo da inovação em serviços turísticos é a oferta de refeições a turistas em casa de residentes locais. Sites como Eatwith oferecem a oportunidade de ser recebido para jantar numa casa de família, desfrutar da comida caseira, dos assuntos locais e das dicas. Os eventos agendados pelo site são mais do que uma experiência gastronômica, mas também uma experiência sociocultural. Obviamente, os usuários são convidados a compartilhar sua opinião e avaliação no site para orientar futuros usuários.
Outra tendência de comportamento importante na atualidade, já bastante consolidada, é a prática de compartilhar momentos nas redes sociais e a relação direta com a criação de um capital social: a internet móvel e as redes de compartilhamento de fotos, vídeos de curta duração e demais informações são um espaço para que as pessoas customizem a imagem que querem passar.
Esse comportamento acaba por influenciar decisões de consumo: consumidores tendem a optar por produtos e serviços que renderão bons posts (e consequentemente, curtidas) na rede para atender à necessidade de impressionar e ser aceito. Essa prática favorece a divulgação “boca-a-boca” de forma que tende a beneficiar marcas e destinos, o que vem associado também à utilização de hashtags e conteúdo de vídeo. É importante lembrar que essa preocupação com o capital social irá se associar às tendências de perfil e interesses como consciência social e preocupação com a sustentabilidade e consumidores irão priorizar compartilhar experiências a coisas.
Por fim, consumidores irão buscar realizar seus interesses pelo menor preço possível, favorecidos pelas facilidades tecnológicas de sites e aplicativos de busca de informações e comparação de preços. O contexto atual é marcado pela ascensão de uma classe média ávida por ter acesso a novas experiências, que buscará encontrar opções que cabem no seu orçamento. Isso é reforçado também pela gradual recuperação econômica dos países em desenvolvimento - as recentes crises econômicas ao redor do mundo levam os consumidores a ter uma consciência maior no processo de decisão de consumo.
Os direcionadores de tendências identificados nesta categoria estão de certa forma ligados a recursos tecnológicos. Contudo, boa parte destes recursos já não representam mais uma novidade no cotidiano do consumidor, o que faz com que o uso do termo “marketing digital” se torne cada vez mais redundante”. Desta forma, tais direcionadores podem ser vistos por si só muito influenciados pela tendência de uso destas ferramentas por parte dos consumidores, incluindo formatos de assimilação, comunicação e compartilhamento da informação.
A ideia de adaptabilidade aparece como um importante direcionador dentro desta categoria e faz referência à necessidade de adaptação constante das estratégias de comunicação e serviços em um contexto de mudanças e inovações velozes do ponto de vista tecnológico e de modelos de interações sociais. Assim como os consumidores possuem esse perfil adaptativo, as marcas e destinos também devem estar atentos.
Exemplos de tendências associadas a essa necessidade são as de uso de economia compartilhada e novas formas de interação, o surgimento de novos perfis de consumo, a ideia de hiperpersonalização e participação do cliente no design do produto. A própria pandemia é um exemplo da necessidade das equipes de marketing e promoção estarem sempre antenadas e serem capazes de se adaptarem às mudanças constantes de contexto.
O marketing multisegmentado considera públicos específicos das mais diversas formas. Além da tradicional divisão por mercados e por perfil sociodemográfico, a segmentação pode se dar por temas, experiências específicas de viagem ou mesmo por target groups mais amplos que consideram não somente estatísticas sócio demográficas, mas também características psicológicas, valores e preferências. Por exemplo, seria o caso de uma ação de marketing voltada a adeptos do wellness, ou seja, aqueles turistas que, independente da idade, local de origem, idioma, entre outros, busca experiências relacionadas a bem-estar, como locais com yoga, práticas de mindfullness e outras práticas relacionadas. Outro exemplo, seria o turismo de pesca, que pode abarcar desde famílias com crianças a grupos de amigos, ou ainda aqueles que praticam seriamente a pesca esportiva. Para trabalhar a partir de perfis de viagem, tem sido comum a criação de personas ou a definição de target groups que são aqueles perfis com maior possibilidade de se sentirem atraídos a visitar o destino.
Relacionada ao interesse dos consumidores em vivenciar experiências e à tendência anterior, de multisegmentação de mercados, está o marketing da experiência. Com o objetivo de atrair o novo turista, as estratégias de marketing e promoção têm buscado antecipar a experiência do potencial turista para que isso possa influenciar o seu desejo de viajar para o destino. Mas não só. O marketing da experiência busca meios de se conectar ao consumidor em todos os momentos de sua jornada, da sensibilização ao pós-viagem, buscando um engajamento com esses consumidores em conversas cada vez mais diretas.
Diversas ferramentas e estratégias são utilizadas para isso, como campanhas baseadas em personagens e storytelling, conteúdos em vídeo, realidade virtual, gamificação, aplicativos, travelplanners e ferramentas de customização de viagem a partir de desejos e emoções que a pessoa deseja vivenciar.
Outra tendência observada é a valorização de personalidades históricas, povos e comunidades tradicionais, filmes ou séries gravadas no local ou personalidades locais, a culinária, entre outros, buscando apreender e difundir a alma do local, para despertar o desejo dos turistas a partir da essência cultural singular do destino. O foco aqui não são as paisagens e locais turísticos, que aparecem somente em um segundo momento e a partir da ótica da cultura ou essência que caracteriza a região. É essa essência que conduz também o trabalho de branding, com criação de marca própria do destino.
Duas tendências que dizem respeito ao formato do marketing e promoção e que são aqui apresentadas de forma agrupada, são as tendências de adoção de mensagens curtas e de conteúdos visuais. Os consumidores estão cada vez mais expostos a um excesso de informação e apelos constantes devido ao uso de tecnologia. Essa ideia, associada à tendência de maximização do tempo e simplificação, faz com que mensagens curtas sejam mais bem assimiladas e tenham maior potencial de atingir e comunicar o consumidor nas diversas plataformas (digitais ou não) que forem utilizadas.
Seguindo essa ideia, recursos visuais utilizados como meio de comunicação e acesso ao consumidor tendem a atingir maiores resultados: a visualização aparece como uma das principais tendências relacionadas a estratégias de marketing que devem ser utilizadas pelas empresas. O ditado popular de que “uma imagem vale mais que mil palavras” é cada vez mais atual e resume muito bem a ideia por traz dessa tendência. Ela se expressa tanto associada à tendência de tecnologia de realidade virtual aumentada, como ao comportamento de compartilhamento de fotos nas redes sociais por parte das pessoas e sua influência na criação do capital social, assim como mostra-se como um dos principais recursos para que empresas ofereçam informação que possibilite a construção de confiança com o consumidor, por meio da transparência. No entanto, é preciso cuidado para garantir fidedignidade do conteúdo, uma vez que imagens que não correspondam à realidade podem ser facilmente desmascaradas.
Uma tendência muito específica que emergiu na análise está associada ao consumo de vídeo móvel como formato preferido de informação por parte dos usuários. O conteúdo deve estar adaptado a dispositivos móveis e ser curto e frequente, o que também remete à ideia de simplificação e maximização do tempo. Para fazer com que esse conteúdo chegue ao maior número de consumidores possível, parcerias estratégicas com empresas/marcas relacionadas mostram-se como importantes aliados. Quanto maior a interação que esse conteúdo puder promover, como o exemplo de transmissões ao vivo realizadas nas redes sociais, maior a possibilidade de engajamento e identificação por parte do espectador/potencial consumidor.
Conteúdo em vídeo é um recurso bastante utilizado, principalmente os vídeos instantâneos (ao vivo) e temporários (como os de redes sociais como Instagram). O formato deste conteúdo é outro fator importante: vídeos mais curtos com uma abordagem voltada para storytelling tende a obter maior engajamento e identificação do público e, por consequência, maiores taxas de compartilhamento, e estão alinhados a tendências relacionadas aos anseios por transparência e foco na experiência.
Um importante aliado das estratégias de marketing e promoção, capaz de influenciar o comportamento de suas audiências de forma muitas vezes mais efetiva que os canais convencionais de promoção e comunicação, são os influenciadores digitais.
Os influenciadores digitais são pessoas que possuem uma reputação consolidada nas redes sociais e que viajam a convite de destinos para posteriormente compartilhar suas impressões, dicas e experiências no destino, estratégia já bem difundida entre as empresas de turismo.
O processo de escolha do influenciador mais adequado deve ser atento, buscando aqueles que tiverem associação com a marca e poder de influência maior. Diante da tendência de perfis cada vez mais heterogêneos de consumidores, aparece uma tendência de se partir do influenciador digital “de massa” para um chamado micro influenciador digital, que irá ter um poder de comunicação e identificação mais estreito com audiências específicas, de acordo com interesses e perfis de comportamentos distintos.
As pesquisas realizadas para a formulação do PDTTA indicam que mais que lugares ou paisagens, hoje os turistas buscam consumir experiências. A atração interessante deixa de ser o atrativo convencional, pré-formatado, preparado para o não-residente e frequentado exclusivamente por ele. O novo turista busca o informal, o autêntico, algo que provoque uma reação personalizada, memorável, única, genuína, mais próxima da realidade.
Os estudos de tendências mencionam o termo “upgrade” do momento de lazer para se referir à oportunidade de aprendizado e aprimoramento pessoal/cultural e que favoreça o bem-estar físico e emocional, ao mesmo tempo em que promove e preserva as características locais.
O Amazonas dispõe de vasta gama de recursos para o desenho e oferta de experiências com diferentes graus de personalização, que deverão ser continuamente repensadas e monitoradas para a maximização das interferências positivas ao meio ambiente e comunidades. As tipologias das principais experiências atuais e potenciais do estado foram organizadas em quatro categorias principais, ainda que, na prática, estas devam ser entrelaçadas, permeando segmentos.
Está relacionado à definição da imagem que o destino deseja construir e consolidar no mercado. Partindo-se do pressuposto de que há várias trajetórias que podem ser seguidas, a definição de uma estratégia de posicionamento permite que sejam coordenados processos e ações a fim de se alcançar objetivos de marketing e estruturação da oferta.
Nesse sentido, a orienta-se a promoção e a estruturação do Amazonas como um destino efetivamente sustentável, para adultos, casais e famílias com alto poder aquisitivo, em busca de experiências criativas e exclusivas de contato com a natureza e com a cultura local, sem renunciar ao conforto e segurança. A diretriz é fortalecer a ideia do estado como destino exótico, detentor de atrativos turísticos singulares e com uma oferta de produtos e serviços altamente qualificada.
Para isso, além do estímulo ao desenho das experiências criativas, é fundamental o incentivo à adoção de medidas efetivas de sustentabilidade ambiental em empreendimentos e serviços turísticos, tais como as requeridas pela ISO 14.000 e pela ABNT NBR 15401:2014, que evidenciem para o turista a preocupação com a preservação dos ativos naturais, com adequada legislação e fiscalização, combinada à valorização das culturas locais incluindo programas de sensibilização de turistas e das comunidades.
A popularização excessiva do destino não é desejada, haja vista que uma parte significativa dos atrativos se encontra em unidades de conservação e que há a preocupação de se prezar pelo equilíbrio e sustentabilidade socioambiental.
Para o alcance e manutenção do público-alvo desejado é necessário prover serviços e experiências com alto padrão de qualidade.
Além da adoção efetiva de medidas de sustentabilidade socioambiental e de segurança sanitária em empreendimentos e serviços turísticos, deve-se prezar pela profissionalização do setor, com ações de incentivo à formalização acompanhadas de devida fiscalização, além de programas contínuos de qualificação empresarial, de colaboradores e de estruturas físicas visando a excelência.
A incorporação da tecnologia nos processos de gestão do turismo é uma realidade que se impõe para inserção dos destinos no competitivo mercado de viagens.
Com o crescente número de turistas que optam por adquirir suas viagens diretamente junto aos fornecedores, o marketing digital se consolida como principal meio de comunicação com os clientes. O Amazonas deve direcionar suas campanhas à imagem de preservação ambiental, segurança sanitária e fornecimento de experiências exclusivas, focando no contato transparente e simplificado, e de preferência em tempo real, conforme tendências que se apresentam.
Hoje o consumidor turista utiliza intensivamente a tecnologia em sua jornada, desde o despertar da vontade de viajar, até o compartilhamento e avaliação da experiência obtida, no pós-viagem, passando pelos processos de pesquisa, compra de serviços e realização da viagem em si. Daí resulta a importância de o destino observar sua inserção em cada uma destas etapas, e os canais mais adequados para atingir o público desejado.
Pelo lado da oferta, o uso de Big Data para identificar características da demanda, entender seu comportamento nas viagens pelo estado, e orientar estratégias de marketing de acordo com perfil e interesses muitas vezes individuais pode ser um aliado. Além disso, envolver o consumidor, convidando-o a ser um designer do próprio produto que irá consumir tende a criar identificação, fidelidade e confiança ao reconhecer seu toque pessoal.
A tecnologia tem ainda grande potencial de melhoria na experiência de viagem, materializada na interatividade em atrativos, com o uso de recursos como realidade virtual e aplicativos para interpretação patrimonial. As facilidades oferecidas pelos avanços tecnológicos catalisam a capacidade criativa dos seus usuários, que inovam propondo não apenas novos usos para os recursos disponíveis, mas também novos produtos e serviços.
Com o objetivo de oferecer suporte e consolidar o setor como matriz econômica do estado, tanto a Amazonastur quanto os órgãos gestores do turismo nos municípios precisam estar preparados.
Para isso, esforços no sentido de dotar tais órgãos de autonomia financeira e de aprimorar suas estruturas físicas e de pessoal devem ser empreendidos, incluindo a aquisição de softwares, equipamentos e instalações próprios e contratação de equipes permanentes e especializadas. Esta condição é fundamental para a adequada captação de recursos e elaboração e execução de projetos, incluindo o monitoramento dos fluxos de visitantes e suas interferências nos destinos, ações de marketing, estruturação da oferta e implantação de infraestrutura geral.
Deve-se atentar, ainda, para a maior articulação entre os órgãos gestores de turismo, do meio ambiente e da cultura, nos três níveis de governo, a fim de afirmar o turismo como importante alternativa às atividades que degradam os ativos socioambientais.
Além das adequações nos órgãos gestores, o fortalecimento das instâncias de governança também se configura como prioridade no sentido de garantir a continuidade dos processos e projetos de forma transparente. Assim, é preciso incentivar a reativação destas estruturas por meio de sensibilização e capacitação.
A atividade turística possui como atributo particular o fato de ter um caráter transversal com outras áreas do desenvolvimento local. Apesar dos investimentos na infraestrutura e nos serviços básicos não se enquadrarem na categoria de investimentos em turismo, esta atividade é impactada e interfere na situação das infraestruturas nos destinos, especialmente quando estes se propõem a desenvolver o turismo sustentável.
Dada a complexidade de acesso aos destinos do Amazonas, haja vista sua localização, amplitude e características geográficas, esse componente constitui um dos principais desafios para o pleno desenvolvimento do turismo no estado, sendo necessário, por exemplo, a implantação de estruturas fluviais adequadas para a recepção de turistas.
Outro fator que pode maximizar a atividade empresarial e a experiência dos visitantes é a ampliação da estrutura de comunicações, notadamente de internet. Esse aspecto impacta a operação dos estabelecimentos turísticos, especialmente no que diz respeito às transações bancárias e digitalização das empresas. Ademais, a facilidade de acesso aos meios de comunicação configura-se como fator determinante para a atratividade de negócios e fluxos de visitantes para um determinado destino, em conformidade com as tendências de mercado que se apresentam.
Por fim, melhorias nas estruturas de gestão e destinação de resíduos sólidos e de sistemas públicos de esgotamento sanitário devem ser postas em prática não apenas para adequação das condições dos destinos ao posicionamento adotado pelo estado, como para o efetivo avanço da qualidade de vida das populações locais e manutenção dos ativos naturais.
Monitorar e controlar um plano de desenvolvimento envolve o acompanhamento, revisão e ajuste do progresso das ações para o atendimento dos objetivos definidos. Além do acompanhamento da execução das ações do PDTTA em si, a Amazonastur deve prezar pelo gerenciamento das interferências positivas e negativas causadas pelos projetos, realizando medidas corretivas quando necessário.
Paralelamente ao monitoramento do PDTTA, deve-se buscar, em parceria com entidades representativas, universidades, organizações do terceiro setor e órgãos governamentais, a realização de estudos de impactos ambientais, econômicos e sociais ocasionados pela atividade turística no estado, com o objetivo de gerar debates, normativas ou ajustes de conduta que maximizem os efeitos positivos e mitiguem os negativos.
Ademais, a gestão competitiva de destinos exige que dados e indicadores de oferta e demanda sejam coletados, analisados e processados com frequência e rigor, para orientar decisões estratégicas. Apenas com informações atualizadas e confiáveis é possível transformar estratégias em ações efetivas. E a tecnologia, conforme já abordado, tem muito a auxiliar neste processo.
Outro aspecto que exige acompanhamento permanente e que tem ligação com os pontos anteriormente abordados, é a efetividade de ações promocionais empreendidas e a observação de tendências de mercado, tanto no cenário da retomada do turismo no pós-COVID-19, quanto em condições normais de desenvolvimento do setor.
A Amazonastur está atenta para o fato de que o caminho para o desenvolvimento de novas estratégias de promoção depende da identificação de oportunidades de mercado.
Conhecer o comportamento do p úblico-alvo no consumo de viagens e adotar processos de marketing que efetivem a conquista da demanda são as principais tarefas dos promotores de um destino turístico.
Utiliza-se tradicionalmente uma combinação de três indicadores básicos para medir o desempenho geral das estratégias de marketing sobre a demanda: número de chegadas, duração da estadia e gastos. No entanto, visando o monitoramento mais apurado da efetividade das ações, é necessário conhecer também o perfil socioeconômico e comportamental dos turistas. A tecnologia está disponível.
Hoje, grandes volumes de dados são gerados em todas as fases do ciclo de viagem, desde a inspiração e planejamento até a reserva, experiência e compartilhamento. De fato, o uso de tecnologia, particularmente a tecnologia móvel, aumentou exponencialmente os pontos de contato onde os consumidores interagem com a marca de destino, na medida em que o ciclo de viagens não é mais um processo linear.
Os novos modelos de coleta de dados de demanda atual e potencial são essenciais para a adoção de inteligência competitiva. Há ao menos dois de grande relevância:
Um importante aliado das estratégias de marketing e promoção, capaz de influenciar o comportamento de suas audiências de forma muitas vezes mais efetiva que os canais convencionais de promoção e comunicação, são os influenciadores digitais.
Os influenciadores digitais são pessoas que possuem uma reputação consolidada nas redes sociais e que viajam a convite de destinos para posteriormente compartilhar suas impressões, dicas e experiências no destino, estratégia já bem difundida entre as empresas de turismo.
O processo de escolha do influenciador mais adequado deve ser atento, buscando aqueles que tiverem associação com a marca e poder de influência maior. Diante da tendência de perfis cada vez mais heterogêneos de consumidores, aparece uma tendência de se partir do influenciador digital “de massa” para um chamado micro influenciador digital, que irá ter um poder de comunicação e identificação mais estreito com audiências específicas, de acordo com interesses e perfis de comportamentos distintos.
A adoção de sistemas de monitoramento da jornada de consumo dos turistas é essencial para conhecimento do comportamento da demanda. Há serviços que disponibilizam investigação em tempo real dos passos de visitas em páginas de interesse turístico e identificam o momento de compra de uma viagem.
No turismo do século XXI, os coordenadores de marketing tendem a atuar na comunicação e no relacionamento com os consumidores finais e no investimento privado em marketing e promoção. Atuações:
Nesse papel, e diante das inovações na comunicação e na forma de relacionamento com clientes, pautada no digital, os departamentos de marketing de destinos têm atuado cada vez mais como curadores de conteúdos personalizados e relevantes que, mais do que informar os turistas, contem histórias verossímeis, dinâmicas e engajadoras, de acordo com os anseios dos consumidores em cada etapa de sua jornada.
Os conteúdos de campanha são selecionados e personalizados pelos departamentos de marketing de destinos a partir de estudos de Big Data, de acordo com os mercados e públicos, levando em consideração idioma, hábitos de consumo e nichos específicos de interesse.
Em geral, o escritório central é o responsável por elaborar a campanha mundial e então envia o material para ser adaptado a cada mercado pelos escritórios internacionais, quando existentes. A maioria das DMOs trabalha nesse modelo. Os canais prioritários de relacionamento são as mídias sociais, a partir de campanhas de marketing digital sob medida que são viralizadas a partir do uso de hashtags.
Um dos canais utilizados são as parcerias com outras organizações do setor público e privado que geram conteúdos de venda para o destino. Departamentos de marketing de destinos contemporâneos são gestores de atividades compartilhadas com esforço técnico ou financeiro.
Outra prática comum são os portais específicos destinados a públicos específicos, como o trade, o mercado MICE e nichos. A maioria dos países disponibiliza uma página web específica dedicada ao trade, contendo diversas informações sobre os principais mercados do país, desde informações de demanda até informações do perfil do turista de cada mercado. Há toolkits completos com informações e ferramentas que o trade pode utilizar, em alguns casos por meio de uma assinatura anual, ou a partir da contratação de consultorias específicas. Alguns exemplos de países com trabalho nessa linha são a Escócia, a África do Sul, a Grã-Bretanha e a França.
Vinculada a essa prática estão as escolas virtuais que formam profissionais como agentes de viagens para entenderem profundamente sobre os atrativos e possibilidades dos destinos. Além disso, a promoção de relacionamento entre outras organizações análogas também é parte da estratégia de funcionamento dos departamentos de marketing.
A participação em feiras, que constitui uma das atividades desenvolvidas pelos departamentos de marketing dos destinos, é realizada cada vez mais de forma vinculada à obtenção de resultados e retornos específicos e em parceria com o Trade e/ou em conjunto com promotores de outras esferas governamentais.
No aprofundamento de informações sobre o consumo do produto turístico amazonense, há comportamentos que podem ser qualificados pelo uso de pesquisa dedicada e hipóteses a validar.
| Hipótese | Mito ou Realidade | Justificativa | O que fazer? |
| O uso de tempo livre para acesso a redes sociais é uma tendência dos consumidores. | Realidade (Parcial) | Os novos consumidores de turismo dedicam grande parte de seu tempo para uso de redes sociais e aplicativos de diversão e informação. Porém, a associação ao tempo livre não guarda relação direta com o uso das redes sociais. A associação do tempo livre está ligada a atividades fora de casa ou dedicadas à presença de amigos e familiares. Nesse sentido, haveria maior propensão à utilização de redes de informação em momentos de deslocamento ao trabalho, por exemplo, do que em atividades regulares de tempo livre nos finais de semana. | Para maior sucesso das campanhas de marketing, é importante que existam pesquisas específicas por mercado para identificação de momentos (horários) de deslocamento do público e de intervalo de atividades de uso das redes sociais para ativação de agendas de promoção. Atividades de calor (tempo e período de uso) poderão auxiliar na correta alocação de promoções nos momentos em que usuários estarão mais atentos. |
| Turistas buscam inspiração nos canais de mídia especializados em turismo. | Realidade (Parcial) | É fato que os turistas utilizam redes especializadas para sua busca de informação estratégica de viagem. Interagem com os destinos e, consequentemente, com as promoções apresentadas pelos órgãos oficiais e agentes privados de vendas de pacotes e serviços turísticos. Porém, por meio de análise qualitativa identifica-se que os usuários não estão presentes nas redes especializadas se não estiverem com intenção prévia de viagem. Nesse sentido, há indicativo de que as promoções devem ser feitas tanto em redes especializadas como em redes regulares de busca de informação. O turista pode ser impactado em diferentes momentos e pode não estar presente na rede especializada enquanto está em processo de decisão sobre uma viagem ou não. | Indica-se à Diretoria de Marketing que destine parte de sua estratégia de promoção para páginas regulares de notícias e entretenimento, possibilitando impacto ao usuário em momento de descontração ou uso profissional, fora das atividades regulares de busca de informação sobre turismo. |
| Turistas são impactados pelas campanhas de promoção oficiais. | Realidade (Parcial) | Turistas têm contato com atividades em redes sociais ligadas à busca de informações sobre o estado. De forma autoguiada, fazem comparações entre variados canais de informações oficiais sobre turismo. Porém, não se sabe ao certo se as campanhas oficiais de fato causam impacto nos turistas do estado. | A Diretoria de Marketing deve monitorar o uso de ferramentas sociais digitais e o impacto das promoções em pesquisas diretas ou pelo uso de estruturas de big data que façam mapeamento de comportamento de consumo. |
| Turistas comparam o Amazonas com destinos de segmentação análoga. | Realidade | É possível observar que os turistas que visitam o estado seguem tendência internacional de associação da experiência a determinados segmentos, fazendo com que suas buscas foquem na tipologia da experiência, não no destino em si. Porém, há casos em que a decisão se dá pela vontade específica de visitar um atrativo ou pela influência de um colega, fazendo com que o processo decisório seja menos lúdico (experiências, segmentos) e mais objetivo (preço, período de vista, etc.). | A Diretoria de Marketing deve enfatizar campanhas que tenham foco em experiências múltiplas. Um conjunto de destinos pode parecer interessante, mas se não produzir a experiência esperada, poderá ser substituído por outro análogo. |
| Custo da viagem é fator determinante para a escolha do destino. | Realidade (Parcial) | A questão do preço está presente nos critérios de definição do destino. Porém não é, necessariamente, determinante para a escolha dos produtos. A experiência conta. | O Amazonas deve ter maior atenção na comunicação de seus produtos. Os projetos de incentivos de preço devem estar atrelados a experiências impactantes e diferenciadas. Há pré-disposição de se pagar mais por um produto diferenciado. |
| Tecnologia está presente na experiência da viagem ao Amazonas. | Realidade | Visitantes possuem jornada de pesquisa sobre o produto turístico nas mídias sociais. Utilizam canais de comunicação em aparelhos móveis e interagem com ferramentas de transporte e reserva por meio de tecnologias disruptivas. A atividade de turismo está voltada para interação com a tecnologia. | A promoção de destinos pode estar atrelada ao monitoramento de atividades dos usuários nas redes sociais e em ferramentas disruptivas. O correto monitoramento da jornada de consumo pode ser essencial para a captura de clientes potenciais. |
| Possibilidade de ter experiência diferenciada e valorização do local é fator relevante no processo de escolha. | Realidade | A relação com a natureza e culturas exóticas está presente no imaginário geral enquanto fator de experiência diferenciada. | O Amazonas deve usar imagens nas campanhas de promoção que façam conexão da experiência com os ambientes naturais , e culturas tradicionais, incluindo gastronomia e artesanato. |
Conheça o Plano de Desenvolvimento Territorial do Turismo do Amazonas.
